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Sr. Quintana me fez feliz

Depois de uma longa e perturbadora viagem de ônibus, me deparei com o seguinte poema de Mario Quintana em um papel colado num poste:

“Se te contradisseste e acusam-te, sorri,
Pois nada houve, em realidade.
Teu pensamento é que chegou, por si,
Ao outro pólo da Verdade…

Foi quando surpreendentemente um sorriso se fez em meu rosto e mais da metade das angustias foram embora. E ali notei que não me lembrava da última vez em que estive feliz! Não porque não sou, e sim porque os momentos que fazemos questões de guardar são os tristes, perturbadores e irritantes. Talvez esse poema não devesse me fazer pensar nessas coisas, mas fez, talvez ali eu tenha chego a outro pólo de uma verdade, talvez tenha chego no pólo que me faz olhar , entre tantas coisas horríveis, para tudo aquilo que me faz bem.

Decidi então compartilhar com vocês! Se é que existe alguém aqui.  A partir de agora todos os dias (ou quase todos) vou postar algo que me faz muito bem, espero que esse seja um tempo em meu dia de felicidade garantida, onde vou poder abandonar todas as pressões que vivo para respirar um pouco aliviado e ver que ainda vale a pena. 

A primeira coisa que vou compartilhar está ali em cima, um pouco da genialidade de senhor Mario, espero que assim como fez comigo, esse poema faça com que vocês reflitam e vejam o que quiserem ver… Pois poesia é assim mesmo.

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OLHA SÓ QUE SENHOR FOFINHO! SHUAHSUHUSAH

Não sei como terminar um post, então por hora: um afetuoso abraço!

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PROJETO DE PODCAST

Pretendo fazer um podcast. Isso, só isso. Na verdade eu ganhei recentemente a cultura de ouvir podcasts, de uns seis meses pra cá ouço assiduamente conteúdo nacional e um pouco de conteúdo internacional. E eu que sempre quis me aparecer por ai, achei nesta plataforma o meio perfeito de me aparecer, expor minhas opiniões, falar sobre temas interessantes e polêmicos. Mas por enquanto é só isso, somente isso. Estou tentando convencer uns amigos a entrar nessa, vamos aguardar né.

Ah, também tem todo aquele lance de ter um diferencial nesse mar de podcasters né? Eu não tenho diferencial nenhum, quero só falar mais do mesmo e falar sobre nada, talvez ajudar as pessoas, lendo e-mails dramáticos ou rindo da cara delas.

A voz e as meias

– Você nunca perde essa maldita mania de deixar as meias espalhadas pela casa!
O grito ecoou pelas paredes úmidas do banheiro e encheu o coração de Marcelo de medo. Aquela voz que conhecia tão bem e já não ouvia a mais de vinte anos fez com que suasse frio. Fechou os olhos com força e começou a enxaguar os rasos cabelos negros com força como que tentando apagar da memória esse pequeno devaneio assustador. Não era possível, depois de todos esses anos aquela voz voltar para assombra-lo.
Quando finalmente conseguiu respirar fundo e se acalmar um pouco desligou o chuveiro e começou a se secar. O corpo já não era mais o mesmo da época em que aquela voz se fazia muito presente em sua vida e neste momento fatídico notou que existiam uns três fios de cabelos brancos em seu peito, o que era muito curioso porque a cabeleira apesar de rasa continuava negra, tinha herdado a calvície de seu pai, aquela voz que o atormentara minutos antes fazia questão de sempre o lembrar disso. Depois de vestir as cuecas as batidas na porta retomaram a sensação de medo, e como que automático ele gritou:
– JÁ TERMINEI!
Vestiu-se rapidamente e seu corpo teimava em manter arrepiado. Não era nada, não podia ser nada.
Quando saiu do banheiro a voz de Roberto Carlos encheu seus ouvidos de nostalgia. Era hora do café da manha e ele sabia que era certo que ela ouviria o rei enquanto cozinhava. O cheiro da café encheu seus olhos de lagrimas, não era possível, ela não podia voltar, não agora.
A voz desafinava cantava junto com o disco “tudo vai mal… tudo, tudo, tudo” ao entrar na cozinha se deparou com a imagem daquela mulher, sentada de costas, os cabelos negros incólume como se ainda tivesse os mesmo quarenta e dois anos de quando partiu. Ou não partiu? Ela estava ali! Ele podia ver. Foi se aproximando com passos curtos. Olhou e não acredita no que via. Quando finalmente criou coragem olhou com voz baixa e disse:
-Mãe?
Os grandes olhos cor de mel por trás dos olhos se viraram curiosamente e um largo sorriso se abriu no rosto daquela mulher, era de novo o sorriso de sua mãe. Dessa vez poderia reparar o pecado que foi não se despedir de Janaina.
Esqueceu-se de tudo, esqueceu que tinha 40 anos, esqueceu que tinha que trabalhar, esqueceu das contas pra pagar e apenas se ajoelhou, beijou a mão clara de sua mãe, e aconchegou a cabeça em seu colo.
Ficaram a manha toda ali ouvindo Roberto. E quando se deu conta já era mais de uma hora. Janaina deu um beijo na testa do filho e avisou que tinha de partir. Ele relutou, chorou, se jogou no chão, não era possível, não podia ser, mais uma vez não.
Agarrou a mão da mãe com força e como se fosse magica tudo a sua volta voltou a ser como 20 anos atrás e viu naquela mesma cozinha a mãe sozinha, cantando com o mesmo Roberto e cozinhando, ouviu ao longe uma voz que não lhe era estranha:
– TO INDO MÃE!
A porta bateu antes que a mãe pudesse dizer:
– Vai com deus Marcelo…
Logo em seguida viu a mãe se dirigir ao armário e tropeçar no ar como se fosse uma boneca de pano. E com o barulho que a cabeça de Janaina fez no chão, acordou.
Já não estava mais na sua cozinha de vinte anos atrás, estava na cama, suando frio, com um grito preso e com a culpa de deixar a mãe sozinha justamente naquele dia em que ela morreu.
Olhou para o relógio e viu que já eram 12:00 horas e estava atrasado para o trabalho. Saiu correndo para o banheiro, arrancou as roupas, abriu o chuveiro, e enquanto lavava o cabelo ouviu uma voz conhecida gritar:
– Você nunca perde essa maldita mania de deixar as meias espalhadas pela casa!

 

Pronta pra cantar

Passando aqui só pra deixar guardadinha essa música sensacional com dona Maria Bethânia junto com a maior de todas Nina Simone!
Acabei de descobrir essa música e não consigo parar de ouvir, é simplesmente sensacional.
Apenas ouçam e sintam todo o poder dessa canção.

 

Sobre “Procurando Dory”

“ela continuou a nadar”

Me lembro como se fosse hoje a primeira vez em que assisti “Procurando Nemo”, no auge dos meus 7/8 anos vi o meu mundo ser inundado por toda a magia da Pixar. O filme que também poderia se chamar uma “Odisseia no mar” conseguiu encantar adultos e crianças de todo o mundo ao retratar a busca incansável de um peixe-palhaço que perdeu o filho. E ainda abriu uma discussão acalorada na minha sala de aula sobre quem era o protagonista do filme, eu era da turma que defendia que só por Nemo estar no titulo aquilo não o credenciava como protagonista.

Mas quem roubou a cena mesmo na animação foi Dory, a personagem secundaria que poderia ser apena um alivio cômico trouxe um brilho nunca antes visto nas telonas, e uma carga dramática de fazer qualquer um se emocionar. Todo esse encanto com a personagem se deve ao talento de sua interprete, a apresentadora Ellen DeGeneres. Que depois de tanto insistir na TV aberta americana teve o seu desejo e o desejo de milhares de pessoas atendido: Uma continuação de Procurando Nemo.

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